Em terras portuguesas, não há como escapar ao emblemático licor de ginja. Esta é uma boa notícia tanto para os locais como para os estrangeiros, apreciadores deste ícone dos licores portugueses, sinónimo de história e identidade.
Venha à descoberta das características e da tradição da ginjinha. Fique também a conhecer algumas sugestões irrecusáveis para apreciar a bebida.
O que é a ginja?
O termo “ginja” (ou “ginjinha”) é usado para classificar não só o licor, mas também a fruta que lhe dá origem. A ginja, ou cereja ácida, é uma espécie mais pequena de sabor agridoce e de um tom vermelho vivo.
O licor obtém-se através da infusão da fruta fermentada em álcool, com água, açúcar e canela (pode ainda ser aromatizado com baunilha). Resulta deste processo uma bebida de sabor forte, aroma doce e característico e tom vermelho escuro.
Esta é uma iguaria cuja preparação requer paciência. O preparado deve descansar durante meses, idealmente pelo menos um ano, até ser utilizado. Vários produtores têm ciclos de anos até disponibilizarem a sua infusão de ginja, o que contribuiu para um sabor único.
A história e tradição da ginjinha
Alguns historiadores acreditam que a ginja e o seu licor têm origem na Ásia e chegaram ao Ocidente através das rotas comerciais.
Em Portugal, a disseminação do produto deveu-se à parelha entre um frade da Igreja de Santo António, em Lisboa, e um cidadão espanhol da Galiza. Reza a história que o produtor galego foi o primeiro a comercializar a ginja em território português. Tanto que o seu bar, em Lisboa, continua de portas abertas, após várias gerações.
Durante séculos, a ginja foi um produto caro, acessível apenas às classes altas. Realidade distinta do enorme alcance que a bebida tem na atualidade. As zonas de Óbidos e Alcobaça, de clima muito favorável, são o berço da ginja 100% portuguesa e têm Denominação de Origem Protegida.
Onde e como beber ginja
É praticamente impossível não encontrar a ginjinha em Portugal. Desde balcões de rua, cafés, espaços gourmet, até os spots de vida noturna.
A ginja também marca presença em qualquer evento popular, como festas e feiras. E, apesar de haver espaços especializados em ginja, podemos encontrá-la em lojas de bebidas, supermercados, bares e restaurantes.
Embora degustada em pequenas porções, é preciso saber como beber o licor. A ginjinha não deve ser consumida como um shot, mas apreciada em pequenos goles. E, na realidade, serve perfeitamente como aperitivo ou digestivo, conforme a preferência.
Há pequenas variações na forma como é consumida. Pode ser bebida num copo pequeno ou num copinho de chocolate, o que faz as delícias dos mais gulosos.
A moda de “beber a ginja e comer o copo” é relativamente recente, tendo começado já neste século. Mas rapidamente se tornou uma tradição icónica em todo o país. O sabor delicioso da combinação facilmente explica o motivo de tal sucesso.
É também muito comum adicionar a fruta ao licor. É a chamada “ginja com elas”.
A atração da ginja para portugueses e estrangeiros
Este licor é um dos produtos mais apreciados por portugueses e turistas. É uma tradição muito associada à região de Óbidos, mas há quem não dispense ter a sua ginja em casa. Pode facilmente ser a “cereja no topo do bolo” de um jantar com amigos.
Por ser tão emblemática por cá, é um must try para os turistas e muitos levam garrafas do licor como lembrança ou presente.
3 Sugestões de bebidas com ginja
A ginja é uma bebida incrível bebida ao natural. Mas há cocktails simples e deliciosos que pode fazer para refrescar os dias mais quentes. Por exemplo:
- Ginja com sumo de limão;
- Ginja com água tónica e gin;
- Ginja com menta, gelo moído e água com gás.
Inspire-se com a inigualável Ginja Xarão, perfeita para tomar simples ou em cocktail. Disponível em garrafas de 1L, 200ml ou 50ml, este licor de perdição é a harmonia por excelência do doce e do ácido.
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